Resposta curta: escolha a informação que falta

Antes de formar uma pergunta, diga a si próprio o que falta: pessoa, coisa, lugar, momento, maneira ou quantidade. Isso evita usar sempre onde porque é a palavra que recorda mais depressa. “Onde começa o curso?” e “Quando começa o curso?” podem estar corretas, mas não procuram a mesma resposta. Uma pede o local; a outra, o momento.

A tabela ajuda a reconhecer essas funções. Não é uma lista completa de todas as construções interrogativas. Leia primeiro a situação e depois escolha a expressão. Se já conhece o lugar e precisa de uma hora, perguntar novamente onde não resolve a dúvida. Treine com informações inventadas para poder mudar o detalhe em falta sem decorar um diálogo inteiro.

Resposta curta: escolha a informação que falta
Em portuguêsQuando usar
Quem dá a aula?Perguntar por uma pessoa
O que vamos fazer?Perguntar pela atividade
Onde é a aula?Perguntar pelo local
Quando começa o curso?Perguntar pelo momento
Como vai para a escola?Perguntar pelo meio de transporte
Quanto custa?Perguntar pelo preço

Quem, o que e qual: pessoa, atividade ou escolha

“Quem dá a aula?” procura uma pessoa: “A professora Ana.” “O que vamos fazer?” procura a atividade: “Vamos ler um texto.” Pode acrescentar é que: “Quem é que dá a aula?” Nos exemplos, a informação procurada continua a mesma. Não precisa de acrescentar palavras apenas para a pergunta parecer mais difícil; clareza é o objetivo deste treino.

Para escolher entre opções, experimente “Qual é a sala?” ou “Qual destes horários prefere?” Qual também aparece em perguntas de identificação; não significa apenas uma escolha entre duas opções visíveis. Nesta atividade, use dois horários escritos para tornar a diferença clara. Depois responda com o elemento pedido, em vez de repetir todas as informações da situação.

Exemplo original para praticar

— Quem dá a aula? — A professora Ana. — O que vamos fazer? — Vamos ler um texto. — Qual destes horários prefere: dez ou onze? — Prefiro às onze.

Onde, de onde e para onde: local, origem e destino

“Onde mora?” pergunta o local de residência. “De onde vem?” pode perguntar a origem no contexto da conversa. “Para onde vai?” pede o destino. A preposição muda a relação com o lugar; retirar de ou para pode mudar o que a outra pessoa entende. Pratique as três perguntas com um pequeno percurso desenhado num papel.

No diálogo fictício, a pessoa está na biblioteca, veio de casa e vai para a escola. As três respostas referem lugares, mas não são intercambiáveis. Associe cada resposta à sua pergunta antes de tentar falar mais depressa. Se uma pergunta sobre residência for demasiado pessoal numa conversa real, pode escolher outro exemplo de localização para continuar o exercício.

Exemplo original para praticar

— Onde estás? — Estou na biblioteca. — De onde vens? — Venho de casa. — Para onde vais? — Vou para a escola.

Quando, a que horas, como e quanto

Quando pode pedir um dia, um mês ou outro momento; “A que horas começa?” pede especificamente a hora. “Como vai para a escola?” pergunta aqui pelo meio de transporte, enquanto “Como está?” tem outra função. O contexto orienta o sentido. Não traduza cada palavra isoladamente sem verificar o que a pergunta está a tentar descobrir na situação apresentada.

Quanto varia em certas construções: “Quanto custa?”, “Quantos bilhetes quer?” e “Quantas aulas tem?” No segundo e terceiro exemplos, a forma acompanha o nome. Distinga preço de quantidade: “Custa doze euros” não responde a “Quantos bilhetes quer?” Use números fictícios e explique o que cada um mede antes de os escrever como resposta final.

Exercícios com respostas: forme a pergunta

Imagine estas respostas: “A professora Ana”, “Na sala três”, “Às dez” e “Dois bilhetes”. Perguntas possíveis são “Quem dá a aula?”, “Onde é a aula?”, “A que horas começa?” e “Quantos bilhetes quer?” Existem outras perguntas adequadas. A resposta esperada depende do contexto fornecido; um nome de pessoa, sozinho, não permite adivinhar toda a conversa.

Agora corrija: alguém precisa do preço, mas pergunta “Quando custa?” A forma adequada é “Quanto custa?” Se precisa do dia da aula, “Quando é a aula?” serve; se precisa da hora exata, use “A que horas é a aula?” Explique a correção por função, em vez de memorizar apenas uma sequência de palavras sem significado.

Transforme a lista num diálogo e continue a praticar

Escreva um cartão com pessoa, sala, dia, hora e preço fictícios. O parceiro vê apenas dois detalhes e faz perguntas para completar os outros. Troquem de papel e alterem os dados. A atividade termina quando a informação foi compreendida e confirmada, não quando todas as palavras da tabela foram utilizadas. Comece com perguntas curtas e acrescente cortesia quando fizer sentido.

Use o guia de esclarecimento quando não compreender a resposta e o de números para conferir horas e quantidades. Depois continue no percurso A2. CEFR e Camões apoiam o enquadramento de aprendizagem; as perguntas e soluções deste artigo são editoriais. Não constituem um inventário oficial de exame, nem permitem concluir que domina todas as competências do nível A2.

Confirmado por fonte oficial

O QECR descreve A2 como comunicação simples e direta em tarefas rotineiras sobre assuntos familiares e descrição simples do contexto pessoal e necessidades imediatas.

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O Referencial Camões PLE é um recurso didático com descritores de níveis do QECR e inventários de funções, noções e gramática.

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Fontes e limites deste guia

As fontes oficiais sustentam os factos legais, linguísticos e de certificação indicados. Os planos, exemplos e checklists são sugestões editoriais independentes, não instruções de uma autoridade.

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