Português A2 na prática
Presente do indicativo: verbos regulares em português
Nos verbos regulares, retire -ar, -er ou -ir do infinitivo e acrescente a terminação da pessoa: falar → falo, comer → como, abrir → abro. O presente pode descrever hábitos e situações atuais; não significa apenas uma ação a acontecer agora. Este guia trabalha padrões regulares com tabelas e exercícios originais.
- Verificação dos factos (mais antiga):
- Revisão editorial:

Resposta curta: pessoa, radical e terminação
Em falar, o radical usado neste padrão é fal-; em comer, com-; em abrir, abr-. A terminação identifica a pessoa: falamos refere nós, falam refere eles, elas ou um tratamento plural na terceira pessoa. O sujeito pode estar omitido quando o contexto permite identificá-lo. Comece por dizer quem faz a ação antes de tentar conjugar vários verbos de memória.
A tabela inicial dá frases completas, não apenas terminações soltas. Serve para observar concordância em contexto. Estes modelos não abrangem verbos com alterações de radical ou outras irregularidades. Ter um infinitivo em -ir não garante seguir abrir: dormir, por exemplo, tem durmo. Identifique primeiro se o verbo pertence ao padrão que está a praticar.
| Em português | Quando usar |
|---|---|
| Eu falo português. | Falar: primeira pessoa |
| Tu comes em casa. | Comer: segunda pessoa |
| Ela abre a loja. | Abrir: terceira pessoa |
| Nós falamos com a Ana. | Falar: nós |
| Eles comem cedo. | Comer: plural |
| Não trabalho ao sábado. | Negação no presente |
Três modelos completos: falar, comer e abrir
A referência abaixo inclui eu, tu, ele/ela, nós e eles/elas. Você e vocês usam formas de terceira pessoa; a escolha do tratamento depende da relação e do contexto. Não é necessário usar todos os pronomes numa conversa. Aqui aparecem para tornar as diferenças visíveis. Vós tem formas próprias, mas não entra neste conjunto inicial de prática quotidiana.
Observe sobretudo nós: falamos, comemos, abrimos. No presente destes modelos, cada grupo mantém a sua vogal. Depois compare tu e eles: falas/falam, comes/comem, abres/abrem. Copie uma coluna de cada vez e formule uma frase que indique uma atividade real ou inventada. Não acrescente um s ao acaso só porque o sujeito está no plural.
Exemplo original para praticar
FALAR eu falo · tu falas · ele/ela fala · nós falamos · eles/elas falam COMER eu como · tu comes · ele/ela come · nós comemos · eles/elas comem ABRIR eu abro · tu abres · ele/ela abre · nós abrimos · eles/elas abrem
Presente simples, rotina e ação em curso
“Estudo português à noite” descreve aqui um hábito; “Estou a estudar português agora” destaca uma ação em curso. O presente simples também pode ter outros valores, conforme o contexto. Não transforme a diferença numa regra de que o presente nunca se refere ao momento atual. Para começar, use marcadores explícitos como normalmente, todos os dias e agora nos exercícios.
No diálogo, a pessoa trabalha de manhã e estuda à noite. Quando o parceiro pergunta pelo que está a fazer naquele instante, a resposta muda para estar a mais infinitivo. A atividade é distinguir os planos de informação, não substituir todas as formas do presente por uma construção mais comprida. Uma resposta habitual pode ser perfeitamente adequada à pergunta sobre a rotina.
Exemplo original para praticar
— Estudas português todos os dias? — Estudo à noite. De manhã trabalho numa loja. — E a tua colega? — Ela estuda de manhã e trabalha à tarde. — Estão a estudar agora? — Não. Agora estamos a conversar sobre o horário. — A que horas começam as aulas? — Começam às sete. Normalmente chegamos um pouco antes. — Vocês comem antes da aula? — Sim, comemos em casa.
Negação e perguntas sem perder a conjugação
“Não trabalho ao sábado” conserva a forma trabalho e acrescenta não antes do verbo. Em “Trabalhas ao sábado?”, a pergunta usa a forma de tu. Se responder sobre si, diga “Não, não trabalho”. A resposta não repete obrigatoriamente a forma do interlocutor, porque a pessoa gramatical mudou. Confira sempre o sujeito da resposta, mesmo quando a pergunta fornece o vocabulário.
Um erro útil para analisar é “Nós trabalha à noite”. A correção é “Nós trabalhamos à noite”: não basta inserir o pronome nós. Outro é “Ela abrem a loja”; use abre. Faça uma revisão em duas passagens: primeiro sujeito e verbo; depois horário, local e negação. Assim não perde a mensagem enquanto verifica a forma.
Exercícios resolvidos: do infinitivo à frase
Resolva o conjunto abaixo antes de ler esta chave: 1 falo; 2 comes; 3 abre; 4 estudamos; 5 trabalham; 6 abrimos. Cada resposta vem da pessoa indicada e do grupo regular. Na frase seis, abrir pertence ao padrão apresentado; não se deve generalizar a resposta para qualquer verbo terminado em -ir. Releia o infinitivo se a terminação parecer familiar mas o radical não corresponder.
Agora transforme “Eu como em casa” para nós e para a negativa. Resultado: “Nós comemos em casa” e “Nós não comemos em casa”. A mudança não informa onde as pessoas comem em alternativa. Se o exercício pedir esse detalhe, acrescente uma nova frase claramente inventada. Corrigir a conjugação não autoriza acrescentar factos à situação original.
Exemplo original para praticar
1. Eu ___ português. (falar) 2. Tu ___ em casa. (comer) 3. A Ana ___ a loja. (abrir) 4. Nós ___ à noite. (estudar) 5. Eles ___ de manhã. (trabalhar) 6. Nós ___ a porta. (abrir) Revisão adicional: Ela abrem a loja. → Corrija o verbo. Nós trabalha à noite. → Corrija o verbo. Eu como em casa. → Reescreva para nós e depois na negativa.
Produção: uma rotina com sujeitos diferentes
Escreva seis frases: duas sobre si, duas sobre outra personagem e duas sobre um grupo. Use pelo menos um verbo de cada modelo, uma negativa e uma pergunta. Depois retire os pronomes onde o contexto continuar claro e peça a um parceiro que identifique os sujeitos. Se houver ambiguidade, volte a indicar a pessoa. O objetivo é uma mensagem compreensível, não esconder todos os pronomes.
Continue com rotina diária e ação em curso para aplicar a conjugação. No percurso A2 pode alternar leitura, escuta e produção. CEFR e Camões dão enquadramento didático; tabelas, explicações e soluções deste guia são editoriais. Não constituem um programa oficial CIPLE ou uma avaliação completa do nível. Saber completar formas é uma etapa; usá-las numa resposta pertinente é outra.
O QECR descreve A2 como comunicação simples e direta em tarefas rotineiras sobre assuntos familiares e descrição simples do contexto pessoal e necessidades imediatas.
Última verificação:O Referencial Camões PLE é um recurso didático com descritores de níveis do QECR e inventários de funções, noções e gramática.
Última verificação:Fontes e limites deste guia
As fontes oficiais sustentam os factos legais, linguísticos e de certificação indicados. Os planos, exemplos e checklists são sugestões editoriais independentes, não instruções de uma autoridade.
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Exercícios originais de aprendizagem, com explicações. Não é um exame CIPLE.
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